Uma lágrima, sentida lágrima…

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Hoje acordei no mesmo horário de sempre, mas me levantei mais rápido do que normalmente faço às sextas-feiras. Ao abrir meu notebook para ler o jornal, a manchete dizia que morreu Clóvis Rossi.

Sinto saudades de ler o jornal em papel, só porque foi no suporte do papel em que aprendi a ler. A primeira assinatura de jornal que tive foi presente do meu pai, quando eu sai de Votuporanga e fui estudar morar em Ribeirão Preto. Meu pai me deu uma assinatura da Folha de S. Paulo para que eu mantivesse aquele hábito que já era quase um vício. Um dia briguei com o filho da dona da pensão porque ele me surrupiava uns exemplares – entre o filho e o cliente, ela deu uma bronca no filho.

Desde os 16 anos leio Clóvis Rossi. Era, de longe, mas de muito longe, o jornalista que eu mais gostava de ler. Sempre o achei sensato, e não procuro outros adjetivos para seu trabalho. Este basta e diz tudo: sensato.

Eu quis ser jornalista. Eu queria ser como o Clóvis Rossi. Se tivesse sido jornalista, seguiria-lhe os passos, certo de que a distância entre nossos talentos seria sempre, sempre superior àqueles quatro centímetros de onde ele olhava o mundo mais de cima do que eu.

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