Na briga do rochedo com o mar, quem pode se sair bem é o marisco

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Só para registrar um pensamento viajante, elocubrando no imponderável decorrente da elegibilidade de Lula: o grande beneficiário de uma eventual candidatura Lula pode ser Dória. Dória pode ser o aglutinador dos votos anti-Lula, que eu acredito serem majoritários no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste, e pode ser também o destino dos botos anti-Bolsonaro, que parece crescer no Sudeste. Dada a concentração de votos no Sudeste (43% do total, mais 22% de CO+S), os 27% de votos do Nordeste poderiam não colocar Lula com segurança no segundo turno (a ver o quanto o NE será mesmo favorável a Bolsonaro como hoje parece ser – eu duvido que será).Quase todos, se não todos, os analistas políticos que leio e ouço cravam que duas figuras do mesmo campo ideológico não ocupam o mesmo segundo turno, como se fosse uma lei da física. Mas 2022 pode ser, assim como 2018 e mesmo 2016, mais uma eleição da física quântica, caótica, sem base no histórico, e com isso termos Bolsonaro e Dória juntos. Dória ganharia fácil. O que eu acho mais difícil nesta equação e Dória moderar sua desmedida cobiça, que tratora acordos, filas, agrupamentos, padrinhos. É aí que ele pode perder o chão ao trocar uma reeleição segura em São Paulo pela aventura do Planalto. Mas, como disse, ele tem uma desmedida ambição…

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