Futebol, mudando para não evoluir

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Então a FIFA vai mudar regras do futebol para dar mais dinâmica ao jogo. Olha só, que coisa inovadora!

Começa que o comitê que decide tem 8 votos, sendo 4 da própria FIFA e 1 de cada uma das confederações da Grã-Bretanha, a Inglesa, a Escocesa, a Norte-Irlandesa e a Galesa. E ser der empate numa votação, joga-se a moedinha? Decide-se nos pênaltis?

Das 12 regras que a FIFA pretende mudar, nenhuma delas diz respeito ao jogo em si: fim da bola ao chão, formação de barreiras, comemorações de gol, tiro de meta, mão na bola, escolha de quem começa jogando, paradas médicas, posição do goleiro na cobrança de pênalti, camisa embaixo do uniforme, cobrança rápida de faltas, saída do jogador que está sendo substituído e cartões amarelos para os técnicos. Puro blá blá blá.

O que a FIFA diz estar querendo é deixar o jogo mais dinâmico, coibindo os abusos de matação de tempo que os jogadores de futebol sabem se valer muito bem. Já li que os apoiadores das novas regras, que valerão em junho de 2019, acham que é bom o futebol mudar, pois o basquete, o vôlei e não sei mais quantos outros esportes mudaram. Pois a FIFA está perdendo tempo e o futebol não está mudando nada.

O International Board não me consultou, no que fizeram muito mal, pois há muito tempo venho dizendo em todos as mesas de bar e em todos os churrascos quais as medidas deviam ser adotadas para tornar o futebol um jogo mais dinâmico e sem enrolação.

Primeiro: se a FIFA que 60 minutos de bola rolando, é só fazer dois tempo de 30 minutos de bola rolando. Parou a bola, parou o cronômetro, como no basquete. Simples, aliás bem mais simples do que no basquete, que é um jogo mais corrido do que o futebol.

Segundo: se a FIFA que mais ataque e mais situações de gol, é só acabar com o impedimento, o que faria o jogo ser jogado no campo inteiro, e não num espaço concentrado do campo.

Pronto. Não precisa mais nada.

Ah, mas aí vão dizer que não sobra nada para discutir na segunda-feira de manhã. Não é isso. Mudanças como essas desempregariam metade dos jornalistas de futebol, que não comentam nada a não ser ficar repetindo na TV e no rádio o que os amadores fazem no cafezinho da firma.

Se o jogador sabe que o jogo só termina quando o cronômetro marcar 60 minutos de bola rolando, não tem como enrola.

Se o impedimento, a única regra tática do jogo de futebol e que joga contra o gol,  for impedido de existir,  a chance de marcar gols aumenta. 

Simples. Mas a FIFA não gosta de coisa simples.

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